Equipe do NAMI em Asssu
O Dia Mundial de Combate a Violência Contra a Mulher será
vivenciado neste mês de novembro, exatamente no dia 25. A cada ano tem
aumentado o número de mulheres vítimas da violência doméstica. Os principais
responsáveis ainda continuam sendo os maridos e/ou companheiros de convivência.
Nos municípios atendidos pelo Núcleo de Apoio a Mulher e ao Idoso – NAMI com
sede no prédio da Delegacia de Polícia Civil de Assu só este ano foram
contabilizados mais de 700 casos de violência segundo informação prestada por Dalvani
Oliveira, lotada no referido núcleo. Ela registrou que além da violência contra
a mulher a violência contra o idoso também tem se revelado freqüente e
crescente, sendo que nesses casos o tipo mais comum está relacionado ao uso dos
cartões de aposentadoria por familiares para a realização de empréstimos e/ ou
financiamento em nome das vítimas. Ela iniciou sua fala listando os municípios
com maior índice de agressão. “Em se
tratando de violência contra a mulher os municípios que apresentam os maiores índices
de violência são Assu, Carnaubais e Itajá, além dos assentamentos existentes
nessas localidades. Mas em Porto do Mangue, Carnaubais, Ipanguaçú, Paraú, São
Rafael e Campo Grande que também são atendidos pelo NAMI, também há registros
desse tipo de violência. Os números têm aumentado, e só em 2012 já foram
contabilizados cerca de 730 casos de agressão das mais diversas formas.
Agressões que vão desde um, xingamento, um grito ou palavrão, passando por
agressões físicas e até mesmo a casos de homicídios. Os idosos também são
vítimas dessa violência na maioria das vezes praticada por pessoas do convívio
familiar. Temos recebido ligações de vizinhos de idosos informando que os
mesmos estão sendo agredidos. E as agressões também são diversas nesses casos,
como falta de medicamento e de higiene pessoal. Mas, a maioria dos casos
denunciados, são de parentes que utilizam os cartões dos idosos aposentados
para fazerem empréstimos e financiamentos. Alguém gasta esse dinheiro e os
idosos além de padecerem necessidade, ainda são agredidos”. A integrante do
NAMI também se manifestou acerca da Lei Maria da Penha. Para ela com o advento
da referida legislação as mulheres estão mais esclarecidas e tem oferecido
denúncias contra os agressores. No entanto ela citou um caso existente em Assu
no qual uma mulher vive em cárcere privado e não denuncia o marido devido ao
fato de ser um casal bastante conhecido na cidade e não quer ter o nome
associado à violência doméstica. “Com a
Lei Maria da Penha as mulheres ficaram mais esclarecidas e conscientes da
necessidade de denunciar seus agressores para que medidas punitivas sejam
adotadas. Mas existem mulheres que procuram ‘preservar o nome’ e continuam
vítimas. Recentemente eu recebemos uma ligação de uma mulher que disse está vivendo
em cárcere privado. Desabafou, chorou, mas não denuncia o marido pelo fato de
ser um casal bastante conhecido na cidade, é da sociedade e não pode ter o nome
ligado à violência doméstica”. Para finalizar Dalvanir Oliveira registrou
que qualquer denúncia de violência contra à mulher e/ou o idoso em qualquer
cidade da região pode ser feita ao NAMI via telefone. “Se alguém tem conhecimento de algum caso de violência contra a mulher
ou idoso, não pense duas vezes, denuncie. De segunda a sexta- feira pode nos
ligar. Os nossos telefones são (84) 3331 – 6597 ou 190” finalizou.
Redação: Gustavo Varela/ Fique Sabendo Assu.
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